Num momento em que toda a humanidade volta seus olhos para as questões ambientais a ASSPE - Educação Profissional entende que as instituições de ensino precisam e devem se envolver mais e investir em educação ambiental.
Neste sentido, cumprindo sua trajetória com projetos sócio-educativos através de seu corpo docente e alunos, implanta três projetos como seguem:
Biodiesel
Representando um problema ambiental de grandes proporções, segundo cálculos disponíveis, 01(um) litro de óleo jogado nos esgotos tem a capacidade de contaminar 01(um) milhão de litros de água. Quando o óleo segue para a rede de esgoto, encarece o tratamento dos resíduos em até 45%.
Independentemente do volume de água afetado, o óleo reduz o oxigênio nos leitos de rios e lagos, prejudicando não apenas o ecossistema como particularmente a vida aquática. O processo desencadeado tende a formar uma camada impermeável que dificulta a oxigenação da água. Outro prejuízo a considerar, está nos resíduos que aderem como cola à rede coletora, provocando entupimentos. O despejo indevido nos caixotes ou na rede de esgoto contamina o solo e a água provocando prejuízos incalculáveis. Despejado no ralo ou misturado no lixo orgânico, o produto vai custar muito caro ao meio ambiente a curto prazo.
O Projeto tem como objetivo empregar OGR - óleos e gorduras residuais (óleos de frituras) para obtenção de Biodiesel e avaliar sua eficiência. Disponível em grande quantidade 85% do custo do Biodiesel é proveniente da fase de produção do óleo. Logo, o óleo por ser um resíduo descartável (depois de usado), uma vez qualificado, pode ser transformado em Biodiesel com baixo custo e alta qualidade.
Uso racional e descarte de medicamentos
Os medicamentos vencidos ou as sobras de medicamentos não utilizadas ao final do tratamento se tornam um perigo em potencial quando descartados no esgoto ou no lixo doméstico, podendo contaminar pessoas e o meio ambiente. Pessoas acostumadas a buscar sua sobrevivência nos conhecidos “lixões” acabam sendo vulneráveis a intoxicação medicamentosa onde pequenas doses de determinados medicamentos podem ser fatais às crianças pequenas e animais.
Alguns compostos dos medicamentos inibem a atividade de bactérias, as impedindo de agir na biodegradação do lixo doméstico nos aterros sanitários, além de poderem contaminar o solo e as águas. O descarte de medicamentos veterinários, principalmente em fazendas, é considerado mais grave. Juntamente com as embalagens, são jogados no meio ambiente, às vezes, próximos aos córregos, rios ou mananciais. A maioria da população não sabe disso, contribuindo para aumentar a contaminação da água.
O objetivo do projeto Uso Racional e Descarte de Medicamentos é desenvolver estratégias de educação ambiental continuada nas comunidades sobre uso, descarte e destino final dos medicamentos, de forma auto-sustentável, integrando ensino-serviço-comunidade.
Descarte de lâmpadas fluorescentes
As lâmpadas fluorescentes são compostas por duas extremidades de alumínio, uma estrutura tubular de vidro e dentro dela encontramos pó fosfórico (que da a cor esbranquiçada) ao qual fica aderido o mercúrio, que só passa ao estado gasoso quando a lâmpada é acessa, funcionando como condutor da luminosidade, como o filamento metálico nas lâmpadas incandescentes. Essas lâmpadas também são compostas por cerca de 20 elementos que apresentam altos graus de toxicidade, como chumbo, argônio, zinco e silício, além dos já mencionados mercúrio, alumínio e pó fosfórico. Apesar da presença desses tantos componentes, o elemento de maior poder poluidor é mesmo o mercúrio, que por ser metal pesado tem sua degradação no meio ambiente persistindo por muitas décadas.
A falta de critérios no descarte, que resulta na quebra das lâmpadas fluorescentes é considerada uma das mais nocivas agressões ao meio ambiente e à saúde pública, pois dentre os diversos elementos químicos liberados na hora da quebra está o vapor de mercúrio. Hoje a esmagadora maioria das lâmpadas descartadas é jogada em lixo comum. Temos dados que dão conta de que, no Brasil, cerca de 80 milhões de toneladas de lâmpadas fluorescentes são descartadas anualmente.
A contaminação do solo, da água de lençóis freáticos ou rios, lagos e represas, além das plantas e peixes do lugar onde o mercúrio for erradamente descartado, ocasiona um processo de bioacumulação. Esse fenômeno ocorre porque animais podem comer plantas contaminadas e pessoas podem se alimentar desses animais ou mesmo das plantas, e sendo as consumidoras finais da cadeia alimentar, acumulando o mercúrio do ambiente em si mesmas. Nestes casos podem ocorrer danos irreversíveis ao sistema nervoso ou cardiovascular, como paralisia, perda de memória, dor de cabeça, fraqueza muscular, dificuldade de fala, distúrbios emocionais, entre outros.
Por essas razões as lâmpadas fluorescentes devem ser encaminhadas para locais adequados ou para reciclagem. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), apenas 8% dos municípios brasileiros têm aterros licenciados para depósito de resíduos tóxicos preparados para receber essas lâmpadas.
O projeto tem por objetivo buscar soluções, junto ao município e em parceria com o comércio e indústrias locais, para o descarte e reciclagem dessas lâmpadas.
Ações que serão adotadas
Dentre as ações que serão adotadas e que foram discutidas numa aula inaugural para alunos e professores da Asspe e de escolas públicas, proferida no dia 12/05/2010, na Câmara Municipal, as que seguem serão de relevância para a execução das tarefas:
- Solicitar junto a Câmara Municipal de Itapeva Projeto de lei para instituir na cidade um programa de coleta e reciclagem de lâmpadas fluorescentes;
- Buscar, junto aos órgãos municipais, responsabilidade quanto aos processos legais para a incineração e, em parceria com farmácias locais, providenciar cestos coletores apropriados para o descarte dos medicamentos vencidos;
- Distribuição de material gráfico educativo conscientizando e despertando a população quanto à necessidade de um descarte correto das lâmpadas e medicamentos vencidos e sobras;
- Palestras em escolas orientando alunos quanto ao risco do descarte incorreto de lâmpadas e quanto ao risco do uso indevido e descarte de medicamentos.

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